terça-feira, 10 de abril de 2012

In Suficiente

É como uma pedra no sapato ou pior: como um espinho cravado na pata. A cada passo não te sai do pensamento aquela dor...Nunca és suficiente. Nunca és de sobra ou transbordas o cálice. Nunca és suficiente. Mesmo quando estás meio cheio, olha-te como meio vazio.Nunca estás no ponto ou se já estiveste já fui noutra vida ou noutro lugar que não esta ou este, mas nunca estás...E eu observo e verifico e re-verifico e pareço-me lá (ou cá)! Mas quando me estabilizo, (isso leva tempo) e não sou tão liquido como a água que se estabiliza facilmente no recipiente onde se encontra, sou mais uma especie de água barrenta ou pastosa e recebo a minha própria noção de equilibrio - Pumba!...Não sou suficiente - não sou inteiro (não sou metade, mas sou um pouco mais que isso) - não tenho a altura certa para chegar aí... Mas, olha, nem sempre quero fazer parte desse altar. Nem sempre quero ser aquilo que queres que eu seja. Sou assim. Sou orgulhosamente insuficiente!  

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